Sem Everton, o Atlético ficou meio sem jeito, quase desengonçado. Perdeu a velocidade, sumiram as jogadas pelos lados, teve pressa, quase angústia. Nem a redução do Bahia a dez jogadores desde o final do primeiro tempo, parecia lhe abrir caminho. Era quase impossível, porque pelos lados, Léo e Botelho não acertavam um único cruzamento, e pelo meio, Dellatorre batia de canela.

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Quando o sentimento da frustração do empate já se acomodava na arquibancada, apareceu a última esperança, que desafia o tempo, não envelhece e que a torcida carrega no bolso: Paulo Baier. A bola, que sobrou na área baiana era a última, não haveria outra. Poderia cair nos pés de Marcelo ou de Dellatorre, e aí o Atlético estaria perdido. Mas parecido ter saída de uma parábola bíblica, essa bola caiu nos pés de Baier, e aí o Atlético foi salvo: 1×0. E, aí Curitiba foi dormir feliz.

Adversários

O Coritiba joga contra o Grêmio e precisa ganhar. É uma conclusão lógica, mas não é tão simples. É que joga outra vez sem Alex. O fundamento central para perda da invencibilidade com a derrota para o Cruzeiro foi a ausência do craque. Se perder hoje, o que é possível e porque seria normal em razão do poder do Grêmio, e outra vez sem Alex, vai se criar o trauma que pode influir no futuro do time. Surgiria, então, o fantasma de Alex.

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A pergunta é: se os coxas perderem hoje será para o Grêmio ou para a ausência do Alex? Como se vê, o Grêmio é apenas um dos adversários do Coritiba, hoje à noite na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Antes de vencê-lo, é preciso derrotar alguns fantasmas.