Jogar sem três ou até mais titulares, em um campeonato longo e pesado como esse Brasileiro, é fato previsível. Por isso, é preciso ser absorvido e, para isso, em tese busca-se na reposição de valores a variante. Talvez seja a mais importante, mas não é a única: a ausência de titulares deve ser neutralizada com um esquema que altere o mínimo a estrutura do time.

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Sem os imprescindíveis Marcão, Fernandinho e Dênis Marques, o Atlético foi improvisado para jogar contra a Ponte Preta. E aí é que entrou em colapso, porque sob o pretexto de moldar o time à sua imagem, Edinho desmontou a estrutura tática, que já não era sólida. O resultado foi um time desagrupado e disperso, tornando-se vulnerável para os golpes do fraco time de Vadão. O resumo desse desequilíbrio está no gol da Ponte Preta. Durval, idealizado como ala nesse esquema, avançou e deixou um vão pelo qual Kahê entrou para marcar. No fato, dois erros graves: Durval não tem técnica para ser ala, e quando o ala sobe é preciso ser coberto. Princípios acadêmicos de futebol.

Não se pode nem cogitar de que a falta de reposição foi a causa imediata da derrota. Primeiro porque mudar um esquema utilizando-se de Jorge Henrique, Dennis e Cleverson é estar consciente do risco; segundo, porque Leandro e Caetano são bons jogadores. Leandro, quando liberado para avançar no primeiro tempo, foi excelente. E Lima vem de uma fase de superação jogando adiantado, daí ser inexplicável sua posição de recuo durante oitenta minutos.

A vaidade dos treinadores (e aí não é só a de Edinho), de querer fazer refletir no espelho a sua imagem, fazendo o time romper com o passado, às vezes quebra o espelho.

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Embora o lugar fosse a Arena, não era hora.

Vitória

Com aquele futebol miúdo que procura jogar para se afastar ao máximo do erro, o Coritiba ganhou em Fortaleza por 1×0. A impressão que o estádio vazio pela punição ao Fortaleza concorreu para a vitória é falsa impressão. Com torcida, ainda assim, o Coritiba era favorito, em razão da absoluta falta de qualidade do time cearense.

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