Escola uruguaia

Arapongas e Atlético fazem o jogo principal desta rodada. Deve ser um passatempo bom e curioso. Os treinadores Juan Carrasco e Darío Pereyra são da velha escola uruguaia. Pela cultura tática que adquiriram como jogadores, tratam com desprezo o jogo de defesa. Juan, porque foi meia avançado, e Darío, porque, como zagueiro ou volante, tinha um futebol de tanta qualidade que era impossível jogar para trás.

Será bom, porque o Arapongas, respeitando os seus limites individuais, está bem armado por Darío Pereyra. E jogar com sol a pique, em um campo apertado, com a torcida grudada no alambrado, em tese, não será confortável para o Atlético. Em um campeonato com tantos deesequilíbrios, um jogo assim se resolve no primeiro tempo.

Manoel e Pablo devem fazer falta. Se há reposição para o meio e o ataque, não há para a defesa.

Pressão

Não lembro se houve alguma vez que o treinador Marcelo Oliveira, do Coritiba, comandou o time sob pressão. Pois nem a normalidade passada pela diretoria convence que não há pressão. Não tanto pelos empates contra Londrina, Cianorte e Rio Branco, mas pelo futebol deficiente que o time apresentou.

O Coritiba deve ganhar do Operário, amanhã. O jogo é no Couto Pereira, e o Fantasma anda mal. Mas não basta o time de Marcelo ganhar. A partir de agora, tem que ganhar mostrando que a intervenção do técnico corrigiu os erros. Mas, também, tem coisa que não se pode resolver, como a falta de gols. Marcel estrangula o esquema, que se acostumou com um atacante caindo pelos lados, sem ser referência. Leonardo que seria esse jogador, continua com a mania de contusão.

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