O Atlético não tinha motivos para reclamar da arbitragem neste Brasileiro. Se foi vítima de um ou outro erro, os seus equívocos técnicos foram maiores.
Mas neste jogo em Sete Lagoas, em que uma vitória sobre o Cruzeiro o salvaria do rebaixamento, foi tungado. O gol de Paulo Baier, no final, que lhe daria a justa vitória, foi legítimo. O lance sem impedimento foi tão claro, que o erro do assistente deu a impressão de tudo, menos a de que foi involuntário.
E não seria um gol casual, de circunstância aleatória de uma falha adversária ou resultado da sorte. Foi um gol produzido pela excelência do jogo que o Furacão fez. E, desta vez sem surpresa, porque já havia sido exuberante contra o São Paulo, o time de Lopes foi equilibrado, dominou o primeiro tempo, e a partir da entrada de Adailton e Cleber Santana, submeteu o Cruzeiro ao completo domínio.
Discordo de quem entende que o empate foi um bom resultado. Deixou de sê-lo pelo irrepreensível jogo que fez o Atlético, decidido objetivamente pelo erro da arbitragem.
Agora, o Atlético, não depende mais de si. Só que todos que estão disputando duas vagas, dependem um do outro.
Mas, antes de fazer contas, precisa somar os seis pontos que irá jogar.
Se jogar o futebol que está jogando desde o segundo tempo contra o Corinthians, ganhar os dois jogos será um fato absolutamente natural. Gustavo, Marcelo Oliveira e Guérron foram os melhores do time.