Equívocos

Quando um time já consegue alcançar com uma mão a taça, e está sob domínio em campo, ainda resta o erro do adversário como benefício. No jogo do Couto Pereira, o Coritiba estava dominado pelo Corinthians Paranaense, sofreu um pênalti, mas o lateral Araújo, sem olhar para a meta, chutou no canto que Edson Bastos se colocara.

Quando um time está contando os dias para ganhar o título, e continua dominado pelo adversário, ainda assim resta o benefício do erro da arbitragem. O zagueiro Leandro não só teve a intenção, como alcançou somente a bola. Anderson Aquino projetou o seu corpo contra o zagueiro, e induziu o fraco árbitro a erro. Davi cobrou o pênalti e o Coritiba ganhou mais um jogo. Talvez o primeiro que não merecia ganhar.

Leveza

O Atlético ganhou em Cianorte, na estreia do treinador Adilson Batista: 1 x 0. Guerrón, de cabeça, no marcou no primeiro tempo. Bola cruzada por Paulo Baier, é claro. Se fosse, ainda, sob o comando de Geninho, também poderia ter ganhado.

Não jogou pior ou melhor do que vinha jogando. É que é impossível para um treinador remendar um time que tem qualidade reduzida a três ou quatro jogadores. Mas, acredite, a vitória, embora seja vitória em qualquer circunstância, não teria a mesma recepção. É que o time foi mais leve. Desamarrado, livre de pressão, deixou, com Adilson, a obrigação de ganhar.

Com o menino Deivid, avançou a marcação. Deu folga a zaga, mesmo que essa corresse riscos terríveis com Dalton. É fraco. Kléberson foi a surpresa. Marcou, desarmou, armou e foi jogar no ataque. Pelo primeiro tempo, irrepreensível, foi o melhor em campo. O Atlético ganhou um pouco de vida.

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