O gol de Marcelo, que criou a falsa ilusão de uma vitória do Atlético, não me enganou. Saiu quando a sua proposta imediata era de não sofrer um gol. Recolhido atrás, marcar era um fato casual. Quando Marcelo marcou, o Flamengo, jogando avançado em razão da sua falta de ambição, tinha o domínio do jogo. O gol que os atleticanos tanto temiam, e se projetaram para não sofrer, aconteceu em razão do domínio do Flamengo, com chute da intermediária de Amaral.

continua após a publicidade

No intervalo, o Atlético deixou o medo no vestiário. Trocou-o por algo pior: a desorganização tática. Com Paulo Baier nulo, usou a bola longa, às vezes o balão, na esperança de que uma sobrasse para o solitário Marcelo. Nenhuma sobrou. Aí, Mancini errou: tirou Baier, subtraindo a jogada de bola parada, e tirou Ederson, esvaziando o ataque. Tornou impossível o segundo gol com Maranhão e Ciro. O Flamengo é quem teve a chance do segundo gol, que Leonardo Moura perdeu.

O Atlético foi vítima da interpretação burra que se dá ao gol sofrido em casa. Valoriza-se mais essa opção do que a vitória. A excessiva preocupação em não sofrer gol, tirou a disposição ofensiva do time. Bem por isso, sofreu o gol e não tinha preparado nenhuma alternativa para reverter o fato. Bem resumido: o Furacão foi mal preparado para esse jogo.

Não significa que perdeu a Copa do Brasil. Ao contrário, tem condições de ganhar, por que o Flamengo não lhe é superior. Mas precisa ter a vitória como objetivo imediato e não eventual.

continua após a publicidade