A idéia de que com Pachequinho no comando do time o Coritiba evoluiu só se torna possível sustentá-la em razão da vitória no Atletiba, e que só se tornou possivel em razão dos benefícios da arbitragem. A idéia de evolução fica aí, sem muito apoio no concreto.

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Mas a idéia de evolução já é um fato relevante pois tem base na capacidade de observação do jovem treinador. Parte do princípio de que um time fraco só pode conseguir um pouco de vida à partir de um bom sistema de marcação e de defesa. E isso o Coritiba já consegue ter com mais regularidade, daí nos últimos jogos não ter perdido.

A partir deste jogo com o Botafogo, no Couto Pereira, Pachequinho se obriga a dar toques diferentes ao time. Se o futebol exige marcar e se defender, não transige com seu princípio nuclear que é jogar no sentido de ter qualidade técnica para atacar e fazer gols. Talvez esteja aí um problema que Pachequinho não pode dar solução: os jogadores que armam são fracos, por não serem contínuos, esvaziando o único atacante de qualidade que é Kléber.

Uma vitória sobre o Botafogo ganhara um valor bem maior do que 3 pontos. Afastando-se do Z-4, o Coritiba ganha a tranquilidade que não pode ter sendo pressionado pela ameaça de queda.

Lembrança

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O calendário marca que há dois anos, no Mineirão, pela Copa do Mundo, a Seleção Brasileira fazia história: tomava 7×1 da Alemanha. Com o tempo, o que poderia criar um trauma foi transformado em ironia e causa de piada. O que era para ser uma lição para mudar o futebol brasileiro foi marginalizado por conta dos interesses do poder.

Desperdiçamos dois anos com Dunga, as categorias de base continuaram para movimentar contas de empresários, fundos de investimentos e de dirigentes, repercutindo em delibitar, ainda mais, os clubes. O São Paulo vai ser eliminado na Colômbia, e mais uma vez a final da Libertadores não terá brasileiro.

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Ontem, a Alemanha, com oito jogadores dos 7×1, perdeu para a França e foi eliminada da Euro. Jogou rigorosamente o que havia jogado no Mineirão. Só que a França, renovada até na humildade, não foi o Brasil.