Quando Paraná e Athletico foram para a Vila Capanema, o Coritiba já havia jogado. Porque venceu o Athletiba, contra o Londrina, no Couto Pereira, era a atração da rodada. Favorito, tinha a obrigação de vencer. Mas aconteceu o esperado: quando obrigados a irem além dos gritos de Argel Fucks, os coxas não têm recursos técnicos e individuais. Desorganizados no plano tático, sem uma única qualidade individual, não teve condições de buscar uma diferença contra o sofrível Londrina. Assim, o jogo teria que terminar sem gols. Em uma noite de sábado chuvoso, noite de namorar, um 0x0 foi para nunca mais esquecer.
Bem depois, ontem à tarde, Paraná e Athletico passaram a jogar na Vila. E aconteceu o esperado: dois times iguais pelas carências técnicas e individuais, o justo seria um empate. Como o futebol não é ingênuo, o jogo terminou empatado, 1×1.
À certa altura, o Paraná, que já ganhava com um gol de Jenilson (falhas de Reginaldo e Léo), merecia marcar o segundo. Mas para quem perde os gols que Maicosuel, Andrey e Fernando Neto perderam, o empate é um bom consolo.
Perdido taticamente, o Furacão melhorou um pouco na etapa final. Mas equilibrou mesmo o jogo, com Bruno Rodrigues e o menino Vitinho. A consequência foi o gol de empate de Vitinho.
Procurei saber como esse rapaz Rafael Guanaes foi contratado para comandar um trabalho tão importante como esse de preparar jogadores de reposição no Athletico. A indicação foi de Fernando Diniz. Então tudo é compreensível nesse Furacão do Estadual.
O futebol é mesmo contraditório.
Consegue provocar curiosidade até pelo equilíbrio na falta de qualidade. Fora o FC Cascavel, que está classificado, a maioria dos times tem, no mínimo, uma chance para ir à semifinal.
Não é uma emoção, mas já é alguma coisa.
Despedida triste
Perdi um grande amigo e o Athletico perdeu um dos seus torcedores mais especiais: Faiçal Kalil Farran foi embora na sexta-feira. Faiçal era coisa de Deus. Bondoso, sempre tinha uma palavra de conforto e de incentivo para as pessoas. Foi diretor da Federação Paranaense de Futebol e do Clube Atlético Paranaense.
A última imagem que levou do time de coração foi da Baixada, com o Athletico perdendo para o Coritiba, 2×1. Mas o último sentimento que carregou foi de mágoa. Ofendidos ele e a sua neta pela “torcida humana”, saiu triste da Baixada.