Terça feira, 12h02. Ligo para o celular de André Krieger, diretor de futebol do Grêmio Portoaalegrense. Apresento-me como jornalista da Tribuna do Paraná e lhe pergunto:
– O senhor confirma que houve um convite oficial a Geninho, treinador do Atlético? E em caso positivo, foi mesmo oferecido R$ 300 mil?
Responde Krieger: “O Grêmio não falou com Geninho e não autorizou ninguém a falar. O que houve foi que, na intimidade do clube depois do Gre-Nal, especulou-se entre nós vários nomes, e entre eles o do Geninho. Mas não houve convite, muito menos para pagar esse valor que você falou aí”.
Imobilizado com essa resposta, agradeci e desliguei o telefone.
Os esclarecimentos que Geninho está obrigado a prestar:
Quem do Grêmio, ou qual empresário credenciado, o convidou para ir trabalhar no Olímpico?
O salário de R$ 300 mil foi oferecido pelo Grêmio ou especulado pelo empresário? Se for especulado pelo agente, por que Geninho deu conhecimento público do valor?
Não sendo ingênuo, Geninho não teria usado o conto do vigário para mostrar a Petraglia o “quanto ama o Atlético”?
Quando retornar de Natal, Geninho terá que explicar essas e outras questões que o “convite do Grêmio” está provocando.
Opinião
Agora darei a minha opinião, que até pode ajudar Geninho a se explicar.
Geninho não mentiu. Especulou-se o seu nome pela imprensa ou no mercado de empresários. Mesmo sem autorização do Grêmio, alguém lhe contatou e especulou quais seriam as condições para aceitar o convite.
Nem todo o profissional jura amor eterno ao clube que trabalha.
Se Geninho não levou a sério o contato, transformou-o em oportunidade para mandar recados àqueles que acham que ele é fogoso quando se trata de dinheiro. E não pense o treinador, que é só Petraglia que acha ser ele portador de angustia financeira.
Seja qual for o motivo, ficou chato. E só o titulo paranaense e uma boa campanha no Brasileiro, sem pedir aumento, vai salvar as aparências.