O presidente Petraglia afirmou em sua rádio que a Copa do Mundo, em Curitiba, está em clima de enterro. A verdade contada por inteiro alcança-o em cheio. Ele e ao governador Beto Richa. Petraglia garantiu que o estádio seria construído com 188 milhões de reais, Beto Richa não fiscalizou os gastos, que agora chegam a 265 milhões de reais com força para chegar a 300 milhões de reais.
Acabou o dinheiro, esgotaram-se as garantias e a obra mal passou dos 50%. A construção da Baixada lembra bem as obras da ENCOL, a construtora, que já quebrada fez o povo ir aos bancos tomar dinheiro. Os bancos o emprestaram e exigiram o imóvel como garantia. Depositaram o dinheiro na conta da ENCOL, e não fiscalizaram a proporção da liberação do dinheiro com a proporção da execução da obra. O dinheiro terminou, mas os apartamentos não. Os donos da ENCOL foram embora com o dinheiro, os bancos executaram a hipoteca e para terminar, e ficar com o imóvel, o povo teve que pagar duas vezes.
A verdade por inteiro é essa: há clima de velório, e o caixão foi aprontado com duas alças, que Petraglia e Richa terão que segurar se a Baixada não for concluída. Dentro, a única vitima: o nosso querido Atlético.
Exceção
O Atlético de Petraglia quebrou a sua regra, que é o fracasso, e ganhou. E o fez em uma situação que o obrigava a vencer: em um Canindé sem torcida, e que se tornou neutro, contra uma Portuguesa de quem todos ganham, que jogou 45 minutos com dez jogadores e sem seu único jogador lúcido, o veterano Souza. Em resumo, Atlético 3 x Portuguesa 2.
Um campeonato por pontos corridos, que torna todos os jogos em uma unidade, não autoriza dissociar a vitória das circunstâncias em que ela foi conquistada. Não obstante ter ganhado, o Atlético regrediu tática e tecnicamente. Seu primeiro tempo foi de causar vergonha, que foi mostrada pelas vaias contra o técnico e contra o time.
O que eu quero dizer é o seguinte: a vitória deveria sinalizar evolução técnica e tática, significar esperança. Mas as circunstâncias que ambientaram essa vitória aumentam o temor para a renovação da desgraça do rebaixamento. Depois de dizer o que penso, eu quero perguntar: se jogar o que jogou no Canindé, o Atlético é capaz de ganhar do Atlético Mineiro no Independência, em Belo Horizonte?