Atlético e Coritiba já algum tempo perderam a ambição de sucesso, se enrolaram tanto no Brasileiro, que agora precisam adotar um principio que parecia estar superado com os três pontos por vitória: se não puder ganhar, empate.
Concordo que em qualquer circunstância há a ambição pela vitória. Mas, às vezes, é preciso temperá-la. O Coxa, aqui, contra o Cruzeiro e o Furacão em Chapecó, precisam ter a humildade de jogar para não perder. Quando se está mal é preciso recolher o orgulho, colocando-o em repouso. A consciência das limitações no futebol é como na vida: esconde os defeitos, provoca superação e com ela pode vir a vitória como resultado das circunstâncias do jogo. As grandes surpresas em um campeonato como esse são produzidas pela superação dos jogadores.
Os nossos dois jogam sem permitir nenhuma previsão.
O Coritiba tem esperança muito mais pela volta de Alex do que por qualquer outro motivo. A ideia de ascensão, que foi criada pela vitória sobre o São Paulo, já passou a ser duvidosa com a derrota em Recife.
O Atlético joga inseguro um jogo de dificuldades previsíveis em Chapecó. E essa insegurança é daqueles de origem perigosa: o seu treinador Claudinei Oliveira dá sinais de que está em desconforto. A projeção desse estado está nas mudanças táticas e individuais que faz a cada jogo. Um técnico só pode fazer variações quando ganha. O Atlético não pode perder esse jogo em Chapecó, pois se perder a sua vitória vai virar um inferno no Brasileiro.
De primeira
Alex recebeu três propostas do exterior para jogar por dois anos. Mas nenhuma o entusiasma tanto como a de encerrar a carreira e aceitar o convite para ser comentarista de televisão e de jornal.