Atlético e Coritiba provocam um turbilhão no sentimento dos seus torcedores. Esses, simplesmente, não sabem o que pode acontecer no jogo seguinte. As vitórias grandiosas são exceção, que em um campeonato longo acabam sendo absorvidas por fracassos – que em tese são inesperados.
Os coxas que não se iludam com a vitória no Atletiba. Até o gol do exótico Kazim, não haviam chutado uma única bola contra o goleiro Weverton. E até o fator Kazim só não perdiam o jogo em razão dos favores que recebiam da arbitragem: o pênalti de Wilson em Deivid e a transigência com a entrada violenta de João Paulo em Otávio.
Esses fatos são superados depois do jogo com o resultado consolidado, mas não podem ser desprezados por quem tem a responsabilidade de comando. Se o Coritiba concluiu que o jogo que fez no Atletiba é a marca de uma evolução, vai continuar por muito tempo entre os últimos. Contra o Fluminense, sem a maquinação da arbitragem e sem o ambiente de Atletiba, os coxas têm que provar de que já são outros no campeonato.
O Atlético é um time de ruídos. Não se sabe o som que vai produzir. Às vezes empolga, como na vitória sobre o Grêmio; mas, em regra, quando tem que se impor, fracassa como no Atletiba. E, assim, vai enrolando os ingênuos. Previsível na forma de jogar em razão das características idênticas dos jogadores de meio e ataque, não tem opções individuais para variações de jogo. Aqueles baixinhos e ligeirinhos Giovanny e João Pedro não acrescentam nada. São da criação para inglês ver. Quando joga fora, e se obriga a ter cautela, não tem saída em velocidade porque André Lima é estático, e Walter é pesado e anda sem cabeça. O fato de que Walter foi convidado para um casamento em Brasília mas pegou o avião para Porto Alegre, tem que ser analisado sem ironia. É grave.
Jogando contra o América-MG, o Furacão só pode, deve e tem que acrescentar três pontos. Ganhar do lanterna, também, é uma forma de enrolar.
Jeito
Há uma dúvida que o Paraná precisa dar solução nesse jogo em Bragança: uma vitória sobre o Vasco, em São Januário, faz originar a auto confiança que um time precisa para alcançar seus objetivos. Será que o Paraná ganhou consciência desta vitória? O que não pode é fracassar contra o Bragantino, que está entre os últimos.
Repetição
O Atlético no final dos anos setenta não conseguia ganhar dos coxas. E, aí, falaram para o saudoso Anibal Khoury, seu presidente, que no subúrbio do Rio de Janeiro, jogava um atacante veloz e matador: Taquito era o nome da fera.
Atletiba, quarta-feira fria, no Couto Pereira. Atlético 1×0. Gol de Taquito.
Kazim pode vir a ser o Taquito dos coxas.