No Maracanã foram 75 mil pessoas. Se não fosse ingresso subsidiado, iriam quarenta mil. No campo, Vasco e Flamengo (2×2) fizeram um jogo espetacular. Ao Morumbi, Corinthians e Palmeiras levaram 50 mil pessoas. Um jogaço, ?timão? 2×0. Na Bahia e no Recife estádios lotados; no Rio Grande do Sul, Grêmio e Inter levam uma massa de torcedores.
Outra vez, triste foi o final de semana do futebol paranaense. Estádios às moscas, futebol medíocre e arbitragem comprometida com o erro. O mais grave é que este estado continua sem nenhuma censura e sem que ninguém faça alguma coisa para mudar.
Os grandes clubes concorrem diretamente. O Paraná, talvez não, porque há tempo sua gente deixou-o pequeno. Mas Atlético e Coritiba, sem dúvida.
O Coritiba se socorre do argumento de ser um nômade por causa da reforma do gramado do Couto. Mas o seu futebol, seja onde jogue, continua sendo pequeno. O passado Jackson foi transformado em esperança de dias melhores.
O Atlético nos maltrata. O seu jogo contra o Malutrom foi de doer. Não tem centroavante, embora tenha trazido dois custando caro: Maciel se trata durante o dia e a noite em todos os aspectos. Já deveria ser mandado embora por justa causa. Além de economizar, o Atlético daria bom exemplo; Aloisio, em final de carreira, sente há todo momento, os efeitos dos músculos já cansados. Casemiro teima em deixar Evandro de fora, e Fernandinho afogado no meio. Anda tão mal o Atlético, que Baloy passou a ser excelente. E bem pensado e pesado, vem sendo o melhor.
A arbitragem não passa uma semana sem ser fiel ao erro. Não tem comando, pois seu diretor só vem de Beltrão para assinar a escala. Quem comenta arbitragem pela televisão, é quem, também, participa da escolha.
Não existe uma promoção para atrair o torcedor e o resultado é que o povo definitivamente passou a desprezar o campeonato estadual. Entra aí uma parcela de culpa de parte da imprensa, que narra e comenta futebol como se tudo fosse natural, inclusive a mediocridade.
O povo está certo. Não deve ir mesmo aos estádios. Não tem o que ver.