O futebol tem seus desejos e as suas contradições. O que tinha acabado com um desejo com a derrota para o Grêmio, recomeçou ontem na Baixada. O Furacão, que o treinador Claudinei Oliveira tenta reconstruir, voltou a vencer. Do Vitória, 2×0. A contradição desta vez foi a de que o Atlético jogou mais na derrota em Porto Alegre, do que nesta vitória na Baixada.
Mas contra o Vitória, jogar bem ou não, havia se tornado irrelevante para um time que não ganhava há um mês. O importante era ganhar e o Atlético conseguiu sem trauma e até mostrando-se mais cheio e menos ingênuo com Gustavo e William Rocha atrás, Hernani e Bady no meio, repercutindo na recriação de Marcelo como diferença.
Concordo que o time baiano é absolutamente carente. Às vezes, descuidava-me nos pensamentos e parecia que estava vendo o Atlético de ontem com Marcinho, Edno e Dinei. Mas é preciso entender, que o Furacão não é nenhum modelo, que qualquer coisa lhe cai bem e fica bonito. Bem por isso, não se pode lhe exigir mais do que jogou por se tratar de um novo começo (o quinto de 2014), em que a diretoria tenta remendar os furos, que ela própria abriu com a sua contumácia de errar.
Time ideal
Se, ainda, o Furacão continua não tendo futuro neste campeonato, pelo menos dá sinais de que não irá provocar a angústia, que provoca a ameaça de queda, que é regra entre os paranaenses. O time que começou ontem é o que deve ser mantido por Claudinei, com Natanael e Marcos Guilherme na reserva.
Marcelo foi o melhor em campo.
Logo depois, Hernani.
Números
O Coritiba perdeu em Santos, 2×1. E acabou sendo um jogo, no qual poderia evitar a nova derrota. Mas sucumbiu à sua desorganização tática defensiva e de marcação no primeiro tempo. Só isso explica o campo que Robinho teve para correr, receber e vencer Vanderlei por cobertura.
Não sei quais são os números que salvam o Coritiba da queda.
Sejam quais forem, obrigatoriamente tem que ganhar fora do Couto Pereira. Os coxas chegaram num ponto que precisam fazer uma campanha de campeão para sair desse estágio.
Enfim, vitória
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