O Atlético, aquele que não joga, voltou à Baixada, agora, contra o São Paulo pela Copa do Brasil. E desta vez jogou, como não havia jogado com Fernando Diniz. Não por coincidência, muito da inspiração para esse bom jogo, projetou-se da arquibancada para o campo. Enfim, a Baixada voltou a ser a sede da paixão rubro-negra.

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O Furacão ganhou de 2×1, mas bem que poderia ter ganho de mais. Não só submeteu o São Paulo ao seu domínio, como teve que jogar contra a solidariedade que o árbitro sergipano ofereceu à causa paulista. O pênalti não marcado sobre Guilherme influiu no placar, e pode até concorrer para a solução desta etapa do torneio.

A ordem de jogo não mudou é verdade: trocando passes, rodando a bola e os jogadores, o Atlético impôs uma supremacia ao São Paulo. Com pouco tempo, foi possível sentir o que o tornava diferente dos outros jogos: agora, transigindo com o erro de insistir com o estático Ribamar no centro do ataque, Fernando Diniz escalou Pablo. E Pablo, por saber jogar e ser inteligente, tornou o ataque móvel, abrindo a zaga paulista. Faltou Nikão jogar bem. E errando passes, pesado para movimentar-se, vai estendendo a sua má fase.

E vejam como são as coisas. O Atlético que era paciente para trocar bolas curtas esperando por espaços para chegar ao gol de Sidão, usou uma bola longa. Pablo a recebeu, foi à área, e no rebote de Rodrigo Caio, venceu o goleiro são-paulino.

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Não havia trauma para o Furacão manter o domínio e a vitória. O São Paulo era espalhado, desorganizado, estocando um ou outro ataque com Nenê, facilmente absorvido pela zaga.

No segundo tempo, com o São Paulo jogando mais à frente, o jogo foi mais equilibrado. Mas nem por isso, o Atlético deixou de dominá-lo, marcando o segundo gol com Paulo André, em uma falha do lateral Reinaldo. Um descuido da sua zaga, foi aproveitado por Tréllez que marcou o gol paulista.

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Pode ter ficado a sensação para a torcida atleticana que 2×1 foi muito pouco. Entendo que não. São dois times equivalentes, sem nenhum grande jogador. O jogo do Morumbi não será muito diferente do que foi o da Baixada. E não foi muito pouco, porque não se pode esperar mais do que um bom jogo do Furacão.

Outro fato importante, além da vitória, foi o público de 25 mil torcedores. Essa é a consequência do valor acessível para entrar na Baixada. O melhor do time foi Pablo.