A vitória aproxima-o da zona da Libertadores, o que poderia significar ascensão técnica. Mas perde esse significado, porque a derrota pode empurrá-lo para a zona de rebaixamento.
Nesta situação, na Arena contra o Cruzeiro, o Atlético vai ter que tomar o único caminho para se afastar dessa angústia que imobiliza a sua torcida. Nem tanto pelos fracassos numéricos, mas principalmente pela falta de perspectiva futura, é que esta situação se torna até inusitada.
Não é só o Atlético em campo que precisa tomar decisões definitivas. Mas o próprio Antônio Lopes, que nem parece o treinador que ganhou experiência com o tempo e com conquistas. Lopes parece um principiante de tanta insegurança que revela, principalmente ao insistir com Alan Bahia e Dinei, figuras que não servem nem para decorar o time rubro-negro.
O mais grave é que se exige que o Atlético tome o rumo certo, quando nada se pode prever. Ao contrário, exige-se dele fatos excepcionais, que é ganhar, veja só a que ponto chegou, quando a regra é vê-lo criar dificuldades para si próprio durante o jogo.
Temperatura
Em Porto Alegre anda fazendo mais frio do que em Curitiba. Como a previsão é da temperatura chegar a -3.º C lá para os gaúchos, é bem possível que, se não chover, aumente a possibilidade de nevar na hora do jogo entre Inter e Paraná no Beira-Rio.
A neve, talvez, ao invés de adversa, sirva até como corolário naquele que é tido como jogo fundamental para o Paraná. Uma vitória contra o Inter, em Porto Alegre, seria a terceira seguida.
Não se iludam os tricolores, que a referência a ser adotada é a da vitória sobre o Palmeiras. Neste campeonato, entre tantos times ruins, ninguém foi mais ruim que o time de Caio Júnior. O Inter anda pressionado por números e por conflitos internos. E, ainda, Neguete não joga, e Toninho, seu substituto, é fraco.
Pressionados, os gaúchos sempre ganham vida.