Encanto

São tão repentinos os fatos no futebol, que às vezes quer-se acreditar serem verdadeiras coincidências.

Um dia desses, elogiei o treinador Zetti, por ter sido fiel ao contrato com o Paraná, não cedendo à proposta milionária do Fortaleza. Mas, agora, vem a notícia principal do dia: Zetti deixa o Paraná e vai embora para o Atlético Mineiro.

Ao mesmo tempo em que respeito a condição de Zetti, faço uma crítica a mim próprio: depois de tanto tempo, como acreditar que determinados atos, de determinas pessoas no futebol, são sinceros? Sabe-se, agora, que Zetti não cedeu ?ao encanto? do Fortaleza porque já conversava com os mineiros. Ao ler meu elogio pelo ato de fidelidade ao Paraná e ao seu projeto futuro, Zetti deve ter dado uma risadinha.

Mas não se deve discutir a decisão de Zetti por ser motivada por uma questão íntima, embora de caráter profissional. De repente, pode até não ter sido pelo peso da proposta financeira, mas pela chance de dirigir o clube mais popular de Minas Gerais.

A questão principal é outra. E aí entra o Paraná. E aí é provocada a verdade, de que por mais que cresça, o tricolor ainda não ganhou a capacidade de resistir e enfrentar situações em que o profissional simplesmente vai embora.

Zetti não vai falar, mas seu sentimento foi de todo o profissional: existem clubes que são importantes apenas em determinado momento, para eventuais ocasiões.

O momento e as ocasiões por serem eventuais, esgotam-se à qualquer aceno de terceiros. Às vezes um clube pode não ter dinheiro para competir, mas tem que ter o mínimo orgulho próprio de tentar ganhar.

Especial

Existem datas que são especiais porque a vida associou-as a pessoas especiais. Hoje, dia 18 de maio, é um dia especialíssimo: Maria Aparecida, a grandiosa executiva financeira do Atlético desde 1994, faz aniversário.

À Cida, meus parabéns.

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