Não sei quando o Atlético joga mal ou não. Sei, no entanto, que nunca joga bem por ser incapaz de ir além do razoável.
Mas até que estava seguro na neutralidade de Caxias, contra o Grêmio. Bem postado atrás com três zagueiros, disciplinado no meio, no mínimo não corria risco. Foi então que Vadão, seu treinador interveio: no meio do jogo tirou o zagueiro Alex para ser mais ofensivo com Fabricio. Com Fabricio gordo, pesado e sem reflexo, o Atlético não foi ao ataque, e sem Alex, se abriu para o Grêmio.
E, se não bastassem a falta de qualidade do time e os erros de Vadão, eis que Dagoberto no seu velho jeito irresponsável, ofendeu o arbitro e foi expulso no momento em que era possível ter esperança. Por tudo isso, que nada mais é do que a sua triste normalidade, o Atlético perdeu outro jogo (2 a 0), e se enterrou ainda mais entre os últimos do campeonato.
O mais grave é que nem mesmo sofrimento o time é capaz de provocar na sua torcida. É porque a sua mediocridade é tão flagrante, que antecipa a derrota, obrigando a absorvê-la como rotina. Quando a nova derrota chega, tudo é tão natural e previsível que o torcedor já está confortado.
E perde-se assim, e não acontece nada.
E vai se perder assim outra vez, e não vai se falar nada.
O Atlético está perdendo a alma.
É próprio do clube-empresa.
Timidez
Não se pode dar desconto ao erro grave da arbitragem que anulou o segundo de Maicosuel. Mas o Paraná não ganhou do Santos só pelo gol anulado, mas por uma outra razão: desvalorizou demais as suas virtudes que são muitas, para dar valor exagerado às virtudes do Santos que são poucas. Caio Júnior ainda tem essa mania de amador em respeitar mais o que é dos outros. Jogando sem o uso sistemático dos laterais (Ângelo, principalmente), o Paraná perdeu a velocidade.
O empate a um gol, mesmo com o erro de arbitragem acabou sendo justo.