Empates

O Atlético deveria ter sido mais ofensivo contra esse Grêmio que não passa de razoável, dirão os atleticanos. Mas pergunto: quem vai além do razoável neste campeonato, além do Palmeiras?

O São Paulo, que quer ser campeão, jogando no Morumbi, teve que se submeter ao equilibrado Coritiba, e Ney Franco. O empate de 2 a 2 foi o limite do que poderia conseguir pelas circunstâncias do jogo.

Bem por isso, foi absolutamente correto o técnico Antonio Lopes, como é correto todo o treinador que não faz a vaidade da vitória passar dos limites. Sem a zaga titular, sem Nei, Manoel e Rhodolfo, improvisando os volantes Fransergio e Chico, Lopes tirou do baú um joia desconhecida que atende pelo nome de Ronaldo.

Assim, o Atlético não tinha como jogar de outra forma. E dentro da proposta de marcar, em especial a jogada área, esperou por um erro do Grêmio. Como o time gaúcho teve a mesma proposta, com a diferença de exercê-la com alguma violência, a consequência foi o 0x0.

Rafael Miranda foi o melhor. Aliás, o Atlético que comece a tratar de mantê-lo para o próximo ano.

Volto ao Coritiba, no Morumbi, do qual vi os melhores momentos. Poucos, aliás.

Mostrou que não há segredo para jogar contra o atual São Paulo.

É um time previsível, queimado pelas vaidades de Dagoberto, Borges e Washignton, que às vezes parecem querer uma bola para cada um. E o Coritiba só não ganhou porque é impossível ficar sem tomar jogos com Jaílton e Jeci.

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