Na Baixada, Atlético 0x0 Ceará, pela Copa do Brasil. Quando a penúltima esperança são os chutes de Tiago Carleto, e a última ilusão os espasmos de Gedoz nos minutos finais, é sinal de que as coisas não irão ganhar um rumo.
O Furacão, aquele que não joga, ontem à noite voltou à Baixada. Supunha-se que desta vez iria jogar, mas se jogou ninguém viu.
E não aconteceu nada do que não se esperasse. Na prática fez o que se espera de um time dirigido por um curioso, que foi contratado como técnico, como é Fernando Diniz.
Durante os 25 minutos do primeiro tempo, enquanto jogou com onze (Thiago Heleno foi expulso), o Atlético trocou mil passes, fez a bola rodar mil vezes, deu a volta ao mundo, e não criou uma única chance de gol.
E vejam só os atleticanos como anda esse time do Atlético. Pode parecer uma contradição, mas a expulsão de Heleno obrigou o time a adotar um sistema convencional, prendendo os laterais. Isso e a má qualidade dos atacantes do Ceará, evitaram a derrota do Furacão.
E quando precisou mudar, Diniz mostrou que o jogo que vê não é o jogo jogado. Erra nas substituições, obrigando a torcida a corrigi-lo. Bem mais grave do que a expulsão de Thiago Heleno, foi manter o preguiçoso Guilherme durante 80 minutos, e esperar quase até o final para colocar Gedoz. Se Petraglia, ainda, não pensou, é bom começar a pensar em um novo treinador. Só não vê quem não quer: o Furacão ao invés de evoluir com o tempo, regride.
Não perdendo o jogo da Baixada, o Atlético saiu no lucro. Com o Furacão não jogando e Zinho comentando parecia uma eternidade.
Esperança
Em Goiânia, Goiás 1×0 Coritiba, pela Copa do Brasil. Quando na existe “plano B”, resta a esperança. Foi assim que o Coritiba tratou do jogo em Goiânia. Fechado, esperando uma jogada eventual de contra-ataque, seu plano era não perder. Quando sofreu o gol, jogou atrás e com a esperança de Wilson evitar um placar maior. E foi o que aconteceu. Uma derrota de placar singelo, sugere favoritismo no Couto.
Restou essa esperança. Enquanto isso acontecia em Goiânia, por aqui o atacante Kléber, que como Gladiador já se aposentou, ficou brigando com a torcida. Embora faça muitos gols, o custo benefício de Kléber está começando a ser duvidoso. E a torcida já descobriu isso.