Os atleticanos que temperem os sentimentos, preparando-se para grandes emoções. Espremido pelo calendário do ano da Copa, a partir de domingo o Furacão vai jogar a cada três dias.
Mas as emoções não são em razão da penca de jogos. Para quem conhece Fernando Diniz como treinador, o calendário atropelado é um prato cheio para virar o time do avesso.
Com as suas ambições táticas, ele é capaz de imprimir variações que vão do antigo ao moderno, sem desprezar que às vezes adota efeitos especiais projetando o que acha ser o futebol do futuro.
Um conselho para os atleticanos: não censurem algumas “loucuras” de Fernando Diniz. Alguns atos que ele pratica (e com certeza irá praticá-los) podem não ser racionais com certas convenções do futebol, mas acaba ingressando no campo da obrigação do treinador.
O Furacão foi o clube que menos investiu para jogar o Brasileirão.
A sua base carrega elementos já cansados e desgastados perante a torcida como Paulo André, Pavez, Pablo, Tiago Heleno, Lucho González, Guilherme, Nikão, Jonathan e o Lucas Ribamar, com o seu “sorriso de Monalisa”. A única contratação, que, em tese, ainda, espera-se repercutir, é Raphael Veiga que é reserva. De resto, jovens certezas, limitadas a Bruno Guimarães e Matheus Rossetto.
Fernando Diniz é o instrumento dessa política de conversa e enganação. Depois, como Paulo Autuori e Fabiano Soares, Diniz deixará de ser instrumento para se tornar mais uma vítima.
Contra o Palmeiras, às 16h de domingo (05) na Baixada, em um jogo que deveria carregar a lotação máxima de 42 mil pagantes se não fosse o preço de usura, essas emoções começarão a chegar.
Bem que poderiam ser alegres emoções.
Uma vitória contra o Palmeiras representa muita coisa: três pontos, a permanência entre os primeiros, prestígio de grande… E a ilusão, por mais alguns dias, de que é possível ter esperanças.
Afinal, os atleticanos pagam o preço mais caro do Brasil para terem ilusão.