Há elementos imutáveis no futebol. E por essa natureza permanente, a maioria transformou-se em chavões. Há um, ambientado na psicologia, que dirige emocionalmente o jogador. É o que cria o convencimento de que o próximo jogo é o mais importante, mesmo tendo muitos a serem jogados.
Não se provoca a emoção do jogador com a psicologia acadêmica, ou dos motivadores profissionais que decoram livros de auto-ajuda para dissertá-los ao grupo. A emoção do jogador, para ser provocada para importância da causa do clube que lhe paga, é dependente da influência do ambiente. Não é uma figura externa, portanto, estranha que irá provocá-la.
Explica-se, por aí, também, o otimismo da torcida atleticana de ver o clube livrar-se do rebaixamento. Renato Gaúcho, por essas contradições que só o futebol pode provocar, preencheu o vazio do CT do Caju com a sua psicologia de vida de campo. Por nunca ter lido um livro de Paulo Coelho e Augusto Cury, não corrompeu sua cultura profissional, o que ocorre com as lições de auto-ajuda. E por isso sabe que prevalece a psicologia de campo, ensinada pela vida, originada e dirigida pelo ambiente de compreensão e amizade, fatores que levam o jogador à superação.
É quando dizem que o técnico “tem o grupo na mão”. É assim que o Atlético joga com a obrigação de vencer o Atlético-GO, em Goiânia.
O controle da emoção permite ter a obrigação de só vencer.
Perguntar não ofende: E primeiro tijolinho, Petraglia?