Foi um bom ano para o Atlético?
A resposta que poderia vir deimediato e com simplicidade, tornou-se complexa. Não existe nenhum atleticano que deixe de associar os fatos que marcaram o ano do clube, com a expectativa de queda do Coritiba.
A paixão afasta algumas razões e dá fundo emocional. A associação dos dois fatos, repercute no sentimento de que o Atlético foi extraordinário em 2005. Ligue os fatos: enquanto o Coritiba luta para evitar a desgraça do rebaixamento, o Furacão exibe um título estadual, o vice na Libertadores e o sexto no Brasileiro, com um calendário cheio e rico para 2006.
Nada mais correto e mais justo: o ano de 2005 para o Atlético, analisado sob o aspecto emocional foi brilhante. Pode se transformar em um ano inesquecível, de acordo com o movimento de sentimentos que provoca a rivalidade.
Mas a resposta para quem se propôs e se fez um dos maiores do Brasil sem nenhum evento casuístico, precisa ser, também e necessariamente buscada pela razão. O Atlético era para ser bicampeão do Brasil em 2004 e deixou de sê-lo por um gol, o terceiro do Grêmio em Erechim. Não havia e nem poderia projetar ser finalista na Libertadores. Era sonho disse Mário Celso Petraglia. No entanto perdeu a Libertadores porque, em tese, lhe teve subtraído o direito de mando na Arena. Não conseguiu ir a Libertadores de 2006, porque perdeu muito no início.
Visto sob o ângulo só da razão, fica a dúvida do que está faltando ao Atlético. Talvez, nada. É, porque no futebol emoção e razão se confundem, se fundem, tornando-se única. Mas Petraglia sabe que falta alguma coisa.
Risco
Um dia, o presidente Giovani Gionédis para ilustrar a oração em um evento público, afirmou que todo o time em desespero como está o Coritiba, recebe toda a espécie de proposta de ajuda, inclusive de atleta adversário. Na verdade, Giovani não pretendeu fazer denúncia, mas apenas dar exemplos do que ocorre no futebol. O Dr. Zveiter imediatamente mandou abrir um inquérito.
Ontem pela manhã, o jogador Souza, do São Paulo, ao analisar a ?mala preta? que está para chegar a Curitiba e a Goiânia, afirmou: não existe mala preta maior do que o Corinthians recebeu que foi a anulação dos onze jogos, hoje causa imediata para a sua liderança no campeonato. Zveiter soube e imediatamente mandou Souza se retratar, sob pena de suspensão. Souza pediu desculpas.
O futebol brasileiro se tornou definitivamente refém do poder.
O mais grave é que todos se submetem a esse estado. Desculpem, quase todos.
O Inter fora de campo pode ser a salvação do futebol brasileiro.