Há jogos, que por sua natureza não autorizam uma análise que vá além do seu resultado. O jogo esgota-se no resultado, mesmo que seja “a coisa mais triste e a coisa mais dolorida do futebol”, que é o zero a zero, como escrevia Nelson Rodrigues.

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Esse Atlético 0 x 0 Internacional é um desses jogos. É um desses resultados benditos. Lembrar que o Furacão mais correu do que jogou, mais deu chutões do que pensou, é contrariar o pressuposto central da Copa do Brasil, que é o resultado em razão do seu caráter eliminatório.

O Atlético passou à semifinal da Copa do Brasil eliminando um Inter poderoso, com Juan, D’Alessandro, Kleber, Scoco, Diego Forlan e Damião. Não é pouca coisa, porque não foi um fato alienado à chance imprevista. Tampouco foi um fato casual. É que nos dois jogos, no empate a um gol em Novo Hamburgo e no sem gols da Vila, o Furacão foi superior tecnicamente. Quando o Inter conseguiu jogar, foi no máximo igual. Foi tão brilhante o Furacão nessa disputa com o Inter, que a classificação coube dentro da lógica pelo que foram os dois jogos.

O jogo foi encardido. Então, para alguém se sair bem, reclamou carrinho, chutões, desarmes e correria. E isso ninguém fez melhor que Deivid.

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Os gaúchos não saem da vida do Atlético. Agora é o Grêmio. Melhor fosse o Corinthians, que não consegue se arrumar mais com Tite. O Grêmio, além de ser melhor tecnicamente que o Timão, é um clube que se beneficia de influências externas com Koff na sua presidência. Bastar ver os benefícios de arbitragem que vem conseguindo no Brasileiro.

Para o Furacão ir à final, só há uma chance: ganhar o primeiro jogo na Vila Capanema. Essa disputa muda um pouco a regra teórica do futebol, que é melhor jogar a segunda em casa. Nessa, a primeira será mais importante.

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