Cada um com seu objetivo: o Atlético incentivado pelo critério da exclusão possível de Grêmio e Flamengo, querendo ficar na Libertadores da América; e o Coritiba querendo ficar no Brasileiro. Concordo: foi o que restou. Agora, pergunto: quando poderemos exigir mais?
Incluindo o Coritiba, volto ao tema das diferenças sócio econômicas entre os nossos clubes e os dos centros tradicionais. Algumas extraordinárias, outras nem tanto. A verdade é que essas diferenças provocam um certo comodismo de Atlético e Coritiba.
Como o Furacão, o Coxa não cria há muito tempo nenhum mecanismo para diminuir essas diferenças. A temporada está terminando e o que se tem são dois clubes protegendo-se com um objetivo, que no universo da grandeza de cada um, é um mero consolo. Como diria o jornalista Ancelmo Gois: não é nada, não é nada…. não é nada.
Mas, então, pelo menos que o Coritiba consiga ficar no Brasileiro e o Atlético desenhe bem no seu papel para poder jogar a Libertadores.
Despedida
O Paraná vai se despedir da Segundona lotando o Couto Pereira contra o Boa Esporte. Quando o jogo terminar, baterá nas suas portas uma outra realidade: o Brasileiro da Série A. Dito de outra forma: à noitinha, depois do jogo, terá terminada a lua de mel da “Gralha”.
O retorno não previsto ao Brasileiro de elite, a redescoberta do ideal e a festa da conquista são elementos da história. Mas para o futebol, a história é coisa passada. Quando acabar o jogo do Couto, essa história já estará envelhecida.
Agora começa a vida de casado. Sem uma banca messiânica, o salário mínimo terá que fazer milagres. E no futebol, não há milagres financeiros: dinheiro é dinheiro, é mercantilismo em estado bruto. Quanto mais tem, mais precisa.
De primeira
Não se tem mais notícia da Assembleia de sócios do Atlético. Houve um grande acórdão?