No campo, um time morto pelo fracasso, que como punição se obriga a ir ao próprio enterro; fora, uma torcida que se apresenta violentada por esse fracasso, e estimulada a buscar providências por influência de conflitos políticos, que vai enterrando a própria instituição. Pronto: está criado o ambiente para a primeira partida do Coritiba do seu futuro da segunda divisão.

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No caso, entendo que Giovani Gionédis esteja em desconforto em razão de que não existe nenhuma força maior da manifestação popular pela derrota.

Mas a motivação da crise coxa, embora pareça escondida, é imediata e está clara: foi deslocada para o campo do ?vamos ver quem pode mais?.

Essa conclusão não é de quem está vendo de longe, mas de quem conhece as pessoas. O presidente do conselho deliberativo, Júlio Silva, é extramente vaidoso,

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e como é apontado pelo próprio Evangelino como criador e executor em cartório da ?falsidade? de assinaturas, toca em frente um processo, que foi retratado pelo próprio denunciante. Júlio não quer a simples saída de Giovani.

Tico Fontoura é especial, como ser humano e como coxa. Mas ainda não ganhou a consciência de que está sendo usado como refém.

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Uma coisa é ser candidato de oposição: é nobre por ser um direito de lei, e principalmente no caso por ser por ideal. Outra coisa é ser líder de uma manifestação, sem a expectativa da solução imediata, que a torcida exige. Amanhã, derrubando Giovani, a oposição vai querer o comando de Fontoura, e depois se houver erro, a sua saída.

O mais grave é o uso indevido neste processo de Evangelino, da sua imagem, da sua alma e do seu físico. De início, Evangelino foi induzido a erro, a acreditar, que não assinou o que depois disse que assinou; agora, é usado como uma espécie de ?El Cid?: colocado em carro aberto, será conduzido pelas razões para comandar as manifestações de desprezo e oposição.

Já não se deve questionar mais o ato político em si, pois fazer política, em qualquer segmento, absorve a ética, e se aceita tudo.

A gravidade está na exploração dos sentimentos expostos de Evangelino, da deformação de uma imagem intocável, que é a do grande fazedor coxa.

É de se lamentar que os amigos verdadeiros e a própria família permitam o seu uso indiscriminado como se fosse matéria descartável.