Escrevi um dia desses que não há bobo no CT do Caju. Muito se promete, pouco se conquista. Sem forçar o objetivo de conquista, que se presume exista por se tratar de um clube de futebol, o Furacão gosta de provocar eventos especiais. E aí poucos têm estrela tão forte. O fracasso de Recife, em razão de ter usado um time mal formado, e que lhe afastou do grupo principal, foi absorvido em 24 horas com a convocação do goleiro Weverton pela seleção brasileira.
Hoje, na Baixada, o Atlético joga contra o Corinthians, líder do campeonato. É o tipo do jogo que, em regra, o Furacão empolga. Como é capaz de provocar efeito especial como a convocação de Weverton, gosta de vitórias extraordinárias, mesmo que na classificação final se transforme em vitória ocasional.
Mas há uma questão de dúvida: mesmo com a volta de todos os titulares, qual será o estado emocional do time e da torcida, sabendo que no gol não estará Weverton? O respeito aparente que se dedica a um goleiro reserva (no caso, Santos) não é o respeito de fundo, aquele que provoca a confiança. E, no caso a dúvida é absolutamente natural, pois o Atlético até sábado eram Weverton e mais dez.
Parafraseando
Escrevendo no Jornal do Brasil, Sandro Moreyra foi um dos maiores jornalistas do seu tempo. Conheci-o em 1983, quando visitei-o com Washginton e Assis. Morreu em 1987. Era torcedor do Botafogo e não se conformava com algumas desgraças que aconteciam com o seu time. Daí ter escrito: “Tudo acontece com o Botafogo”.
Lembrei do Coritiba.
Está na zona de rebaixamento, rescinde com o lateral Ceará, que estava jogando, manda-o para o Inter, que acusa lesão de grau 3 e o devolve. Joga hoje com o Vitória em Feira de Santana, sabendo que a derrota – que pela lógica é possível – obrigará a demitir Pachequinho. O dinheiro da televisão já está acabando. E se não bastasse, o empresário que trouxe os paraguaios revela que os chineses estão querendo vir com 700 milhões para construir o novo estádio.
Como eram as desgraças do Botafogo, as do Coritiba não chegam por acaso. É resultado da administração Rogério Bacellar.