Dois jogos, duas derrotas, cinco gols sofridos e um marcado.
E, assim, o Paraná, sem pontos e sem nada, é o lanterna do campeonato.
A questão não seriam esses números, se houvesse o mínimo de perspectiva de evolução para esse time que está jogando. É fraco por não ter qualidade; frágil, por não ter experiência.
Há um fato mais grave, que, embora pareça contraditório, na prática se torna temerário, inclusive sob o aspecto patrimonial. Na formação de um time é nobre investir na proporção do que se arrecada desde que não se sacrifique o objetivo final, que é a torcida. Não há no futebol como conciliar a condição do jogador que custa um salário mínimo com a vitória.
A diretoria do Paraná está equivocada.
Só é possível formar um time competitivo, sem grandes exigências financeiras, se essa necessidade coincidir com a formação de um time básico de jovens, criado dentro do clube. E que não há atualmente no Paraná, e nem terá tão cedo, na medida em que deixa um empresário, pessoa estranha à história do clube, gerenciar a sua categoria de base.
Um time barato, a curto prazo, irá se tornar excessivamente oneroso. É que, em razão dos limites individuais propostos por essa política financeira, a regra que lhe é imposta é a do fracasso, que mais cedo ou mais tarde traz danos irreparáveis.
No futebol, a política da racionalidade de gastos não implica no direito de errar e buscar conforto para tudo, inclusive para derrotas. A racionalidade de gastos tem sinônimo de economia, desde que crie uma perspectiva de futuro.
E com esse time não há nem presente.