O Atlético foi humilhado em Chapecó. Goleado por 3×0, sem chutar uma única bola de decisão a gol, continua a sua queda na tabela do Brasileiro. Mas sejamos justos com o técnico e os jogadores: eles não têm culpa. São o que são e o que podem, nada mais, nada menos.
Como todos os atleticanos eles são instrumentos das táticas mercantis de Petraglia. E lá na frente, nem Petraglia terá culpa. É que é impossível não recordar a reunião do Conselho Deliberativo de maio de 2011, quando Petraglia falou e está na rede: “Eu não gosto de futebol, eu não entendo de futebol. Eu gosto é de construir obras”. O Atlético que está em campo é cara de seu presidente: não gosta e não sabe nada de futebol.
Eu pergunto pela torcida: e daí, Petraglia? Nem pode afirmar mais de que é um ano de sacrifício em razão da construção da Baixada. Se a cada dia, um processo é distribuído, dois protestos são lavrados, se passa o tempo sem tirar o pó da Baixada, não paga o homem que fez as lixeiras, não paga a coitada da mão de obra dos peões, o que foi feito do dinheiro do Atlético? Se o dinheiro do Atlético, que não é pouco, não faz time de futebol e não paga credores da construção da Baixada, onde está? Depois de pagar o que era devido para o filho que vendeu cadeiras, para o primo que fez os projetos, e para o genro que administrou a obra, não sobrou nada para o povo que bancou tudo ter um time que pelo menos não perca para a Chapecoense? Diz aí, Petraglia?
Domingo o Furacão tem que vencer o Corinthians. E daí, Petraglia?
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O Cruzeiro encantou no primeiro tempo do jogo no Couto Pereira. Fez 2×0 e poderia ter goleado. Mas o Coritiba reagiu no segundo tempo, fez o seu gol e só não empatou pelos critérios desiguais da arbitragem. A falta de Germano no pênalti do primeiro gol mineiro, não foi igual, mas foi similar à falta sobre Zé Love no final do jogo. Foi pênalti. Mas isso acontece com o time que tem tendência para cair.