Se futebol fosse amparado em hipóteses, e bem por isso, fosse resolvido pelo justo, o empate com o Cascavel seria o limite que o Atlético poderia alcançar no jogo em Toledo. Conseguiu empatar (2×2), num jogo em que merecia perder.

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A análise do empate exige o bom senso de atribuir o motivo do jogo medíocre às ausências de Paulo André, Vilches e Sidcley. Com eles, ainda, assim, é possível afirmar que Furacão seria um time capenga e descontinuo, pois a falta de sentido de jogo está encravado como vicio de origem em seu time.

Não foi ontem que o Atlético jogou mal. Isso vem se arrastando há tempo e já é possível cravar a sua origem: a incrivel dificuldade que Cristóvão Borges vem tendo para organizar o time. A desordem de ontem foi rigorosamente igual a desordem contra o Jotinha: um time que, sem ordem tática, acaba usando a convenção amarelada da bola cruzada. Não foi por coincidência que os gols de Vinicius e Crysan em Toledo foram de bolas cruzadas pelo alto.

Estamos tratando do Estadual. O Atlético investiu em jogadores para acabar tendo como esperança o retorno de Walter. Quer dizer: gastou-se do que é possível para continuar fazendo o time dependente de um jogador, quando ele tem que ser dependente do conjunto. Insisto em um aspecto relevante: Cristóvão não chegou ontem, estando no comando há cinco meses. O que está fazendo o time jogar (ou não jogar?) com opções individuais de mais qualidade, é menos do que jogava o ano passado.

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Já está na hora de perguntar: e daí, Cristóvão?

Líder

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Não vi o jogo do Paraná porque a televisão nega aos assinantes o direito de vê-lo. Ganhou do Toledo (2×1), em um jogo que o goleiro Marcos lembrou o jovem que há vinte anos surgiu como o “novo Régis”. Mantendo a liderança, esgota as causas da vitória.

Li um dia desses, que o Premiere não exige os jogos do Paraná para provocar a sua torcida. Eu não torço pelo Tricolor, mas quero vê-lo jogar, pois sou assinante. E escondido, o Paraná não percebeu que tem prejuízo, na medida em que tem frustrado o direito de se exibir, o que frustra ganhos publicitários. Só a diretoria tricolor que não percebeu esse fato.

Amanhã escrevo sobre os coxas.