Dúvidas e certezas

O senhor Mauro Holzmann manda-me uma carta prestando esclarecimentos sobre algumas dúvidas que surgiram com a troca da americana AEG pela G3 United para comandar os eventos da Baixada.

Escreve no item 1, que eu “insinuo” que a “AEG terá sido substituída pela G3 na operação do Estádio por motivos inconfessáveis”. Eu não sou de insinuar: ou escrevo ou não escrevo. No texto, não tratei dos motivos pelos quais a AEG foi embora. Portanto, os esclarecimentos já partem de uma premissa falsa. E é princípio elementar da lógica: quando a premissa é falsa, o resto torna-se falso.

No item 2, Holzmann faz uma afirmação bombástica: “o rompimento com a AEG se deu porque a empresa não cumpriu o contrato”. Vai além, afirmando que há ação judicial contra os americanos e cobrança de prejuízos. Esse é um fato que ninguém sabia. Holzmann acusa a AEG de inadimplente. Diante desta grave  acusação pública, a AEG está obrigada a responder. Afinal, apresenta-se como uma das maiores poderosas empresas do mundo de entretenimentos.

No ítem 3, diz que “a G3 é resultado de uma parceria entre conhecidos e tradicionais empresas do ramo de eventos”. Dizer que a parceria é com “conhecidos”, Holzmann autoriza a concluir que os parceiros, também, foram contratados, por uma relação pessoal.

No item 04, afirma que “a suposição em torno da ausência de patrimônio da G3 para responder por prejuízos é descabida. A G3 é apenas uma captadora. Jamais responderá por prejuízos. Os eventos estão agora sob a responsabilidade do Atlético, com obrigações e resultados daí decorrentes”. Dito de outra forma: não nega que a G3 não tem patrimônio. O Holzmann afirma é que é irrelevante que o parceiro tenha capacidade financeira, porque só o Atlético é responsável. Uma afirmação dessas é a confissão da irresponsabilidade em seu estado puro.

No item 05 Mauro Holzmann diz que não tem nenhuma participação, direta ou indireta no contrato com a G3 ou em qualquer outro contrato do Atlético. “Presta serviços a partir de uma remuneração fixa, apenas”. Não nega a afirmação de que ganha 600 mil reais por ano do clube.

A carta de Holzmann ao invés de afastar as dúvidas, criou outro tanto de dúvidas e, tornou todas as certezas definitivas.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google