O Atlético começa a jogar a Copa do Brasil: em Belém, contra o Remo. Por não saber, pensei em procurar dados do time paraense, no mínimo para teorizar sobre o favoritismo do Furacão. Mas, aí, provoquei a questão: o Remo é menos ruim do que aqueles que mandaram o Atlético jogar o torneio da morte do Estadual?
Há uma lógica em qualquer resposta porque o princípio é único: esse Furacão é tão carente de tudo, e ficou ainda mais fragilizado com o reconhecimento desta carência como justificava do “pedido de desculpas” de Petraglia, que é capaz de tudo. Inclusive de transformar a disputa em jogo único com uma vitória por diferença de dois gols.
São essas situações que magoam a maior torcida do Paraná. Resignou-se com o desprezo ao Estadual, porque lhe foi prometido um time preparado para as disputas nacionais.
E, agora, é obrigado a destacar o mínimo de certeza de futuro na Copa, e estimular uma dúvida, mesmo que o adversário seja o Remo.
Gratidão
Confesso minha tristeza pela morte de Durval Monteiro. E não é porque morreu um colega da minha geração, tampouco por ser amigo, pois nem sei se era meu amigo.
Minha tristeza é porque morreu um dos poucos a quem devia obrigação na vida. Quando cheguei de Guarapuava e fui pedir emprego na Rádio Guairacá, duas pessoas me deram a mão, o coração e o microfone: Machado Netto e Durval Monteiro.
Com Durval aprendi a ser o que na época chamavam de “repórter fuçador”. Foi o radialista puro, que é aquele que sabe mandar para o ar a narração de um jogo: instalar um aparelho, ser repórter, comentarista ou narrador.
Quem não conhecia Durval dizia que tratava de um homenzarrão. Engano: o físico grande e cheio de vantagem nada mais era do que a projeção exterior do seu coração.
À família de Durval, minhas saudades e a minha gratidão.
Contas
Os coxas me perguntam se eu escreverei sobre a recusa da maioria dos conselheiros do Coritiba à prestação de contas da administração de Vilson Ribeiro de Andrade.
Irei escrever na próxima semana, sem entrar no aspecto dos números.
Qualquer análise tem que partir do fundamento da maioria: Vilson extrapolou o orçamento.
Já pergunto: no futebol, em especial num time de força popular como o Coritiba, qual o significado de “extrapolar orçamento”?