Paulo Prisco Paraíso desmente que Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo e principal gestor do Atlético é acionista do Figueira Participações S.A., que controla o futebol do Figueirense. Diz ele que se equivocou ao dar a composição societária da empresa controladora à Agência Estado.
O desmentido de Prisco ficou mais grave do que o próprio equívoco por duas razões: a primeira porque partiu de pessoa com fortes ligações a Petraglia; a segunda, porque não é nada razoável que um homem com poder de raciocínio de Prisco possa se equivocar ao identificar os seus sócios no Figueira. Quem de sã consciência iria esquecer que Petraglia é ou não é o seu sócio? Equívoco estranho, muito estranho.
A dúvida, que nasce do desmentido, torna-se mais provocadora e perigosa se tudo fosse verdade. Afinal o que é mais grave e mais comprometedor: ser acionista do Figueira ou ser sócio de alguém?
Atitude
No futebol a promessa de diálogo e de divisão do poder é só teoria. Bastou assumir o comando para o homem mudar. O professor Miranda prova isso no exercício da presidência do Paraná. Ontem decidiu que Paulo Campos vai continuar, mesmo que outros diretores já tivessem feito contatos com treinadores. O episódio que quase afastou Paulo Campos mostra que existe uma política disseminadora no Paraná. Não tinha nem time para começar o campeonato, improvisou uma parceria com o empresário Sérgio Malucelli, a quem deve ser grato, e hoje está em posição intermediária.
A queda de braço na política do clube parece que não terminou. Tem gente jogando suas fichas em uma derrota para o Coritiba.
A grande verdade é que se não fosse o goleiro Flávio, ninguém iria sobreviver: nem dirigente e nem treinador. Nem o próprio Paraná.
Consumidor
Também sou consumidor, como milhares que assinaram o contrato para assistir jogos pela televisão fechada. Entendo que existe um tempo para tudo. Mas quando se trata de fazer uma prestação de serviço não pode obrigar o consumidor a absorver o aprendizado.