Como diriam os uruguaios que cruzam a fronteira com Uruguaiana, Atlético e Coritiba estão em uma briga de foice. Nesta quinta-feira (3), os dois jogam contra o Avai e o São Paulo, mas, também, jogam contra si.
Se fossem por motivos diferentes, haveria consolo. Mas o motivo é único e o mais desprezível possível: são rivais, também, contra o rebaixamento. Virados ao avesso por gestões perdulárias no futebol, buscam conforto na desgraça do outro.

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Sem distinção, somos todos pequenos.

O Atlético joga na Baixada, depois de algum tempo – e, ainda, em tese é favorito. O Avaí parece que foi feito sob encomenda para ser rebaixado.

Afirmo que o favoritismo é tese porque o Furacão é um grande enigma. É um acumulado de causalidades e mistérios. Sem exclusividade gerencial do esquema e da escalação, o treinador Fabiano Soares é obrigado a decidir depois que todos os “gênios” já tenham opinado. Se fosse o mesmo time, jogando do mesmo jeito que jogou para ganhar do Vasco, seria possível cravar outra vitória. A metodologia de Autuori tem que ser jogada no lixo. E, aí, o Furacão no máximo pode ter um susto.

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O Coritiba joga no Morumbi contra o São Paulo.

Esse é um jogo para ver sem traumas. Quero que os coxas me compreendam: tomando como referência os antecedentes do Coritiba (não há como ignorá-los), a regra é a de derrota. Isso quer dizer, que só um empate, e em especial uma vitória, deverão ser considerados.

Caso Neymar

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A contratação de Neymar pelo PSG com o pagamento da multa integral (222 milhões de euros) terá desdobramento, alcançando a ordem jurídica que comanda as transferências de atletas. Se a única proteção que os clubes que não pertencem aos sócios (Real Madrid e Barcelona) é a multa, esta já não pode mais ser tratada como uma proteção absoluta.

A concorrência com a fortuna dos magnatas, como é o árabe do PSG, passa a ser desleal contra os clubes institucionais. Só mesmo criando restrições, a FIFA e a UEFA irão dar o equilíbrio que o fair play financeiro não conseguiu.

Os valores são extraordinariamente diferentes, mas a forma é a mesma: o PSG tira Neymar do Barcelona, como o Barça tirou-o do Santos.