Atlético 6 x Figueirense 3, em Florianópolis.

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O placar foi de assustar.

A sua extravagância pode significar que o Atlético submeteu o Figueirense ao mais completo domínio, à mais profunda submissão, a uma inesquecível humilhação.

Mas não foi nada disso e não foi assim.

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O que se teve não foi o que se viu: foram dois jogos, e se viu um. O grande jogo teve apenas um jogador em campo: Alex Mineiro. Fez dois gols, um deles por cobertura, antológico; criou ao outro tanto para a bola chegar ao menino Oldoni, que fez dois.

Alex Mineiro não foi especial e diferente outra vez só pelos gols que fez. Mas pelo que jogou: excepcional pela inteligência em seu colocar para ter a bola, e quando de posse dela achar o caminho para levar seus companheiros ao gol. Alex foi tão brilhante, seu jogo foi tão comovente, que parecia ser daqueles a provar para si próprio que está bem. Não precisava.

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A sorte do Atlético é não poder dissociar o jogo, que Alex Mineiro jogou sozinho, com o outro jogo que foi visto. Do contrário, as coisas teriam outro rumo, o da derrota. É que o Atlético fazer seis gols quando precisa, não é normal; mas, sofrer três, com as mesmas falhas de marcação e cobertura, é absolutamente normal.

Supresa

Coritiba 3 x Paulista, 1

A surpresa quando é para o bem exige uma investigação. Pode ser que ela tenha origem em um fato ocasional, em um manifesto eventual. E quando a surpresa tem essa origem, é perigosa, pois pode não ser repetida.

Mas a surpresa da vitória dos coxas no sábado não teve origem em uma mera ocasião. O Coritiba, simplesmente, fez a sua única boa partida neste ano. E jogou tão bem, e jogou tão consciente, que pode ter iniciado mesmo uma nova fase.

O Paulista não é um grande time.

Em relação ao time do campeonato paulista, enfraqueceu. Mas está na média dos times da redondeza de Jundiaí, que marcam pela pegada e pela luta em exaustão.

Com Pedro Ken, os coxas foram consciências.

Bem distribuídos, revelaram a surpreendente tranqüilidade para absorver o gol sofrido, e chegar à vitória com naturalidade.

Resta saber se é mesmo um novo começo. Sem o engano dos outros começos que já teve.

Vitória

O que se esperava era um Paraná de ressaca pela eliminação da Libertadores. Mas o que se viu foi um time absolutamente conformado. Melhor assim: venceu o Gremio, 3×0 na Vila.

Dirão que o gaúchos vieram com o time reserva. Alguns, reservas dos reservas. Mas não faz facilmente um placar clássico como o tricolor fez, principalmente tendo como dínamo o seu ?patinho feio? Joelson.