Não consigo ter alcance da decisão do grupo de Tico Fontoura em se afastar do litígio originado pelas eleições do Coritiba. Explico: existe um processo em que são vários os réus, entre eles Tico Fontoura e Júlio Militão da Silva, eleito presidente do Conselho Deliberativo. Para finalizar a ação sem um acordo formal, todos têm que reconhecer o pedido de Giovani, o que implica em reconhecer a nulidade do ato que mandou dar posse à oposição.
Pergunto: todos comparecerão ao processo para reconhecer o pedido?
Basta um contestar para o litígio continuar. E a contestação de um, no caso, pode vir a beneficiar a todos. Por exemplo: se Militão da Silva recorrer da ordem liminar e conseguir sustar os seus efeitos, Tico poderá assumir.
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São incompatíveis os cargos de magistrado e auditor da Justiça Desportiva, decidiu o Conselho Nacional de Justiça. E, assim, o Desembargador Luiz Zveiter terá que deixar a presidência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
Sou da aldeia e conheço todos. Zveiter deve recorrer, porque a vaidade, às vezes, é mais valiosa do que qualquer outro valor.
Dirão que Zveiter abusa do poder, ao tomar decisões isoladas que influem diretamente na vida de clubes e profissionais. Concordo que existe um certo abuso. Mas ele está no exato limite da necessidade de ordenar um futebol que sempre quer usar o princípio do quanto pior melhor.
A decisão do CNJ prejudica o futebol brasileiro.
A presença de magistrados, promotores e procuradores, pela natureza de suas formações profissionais tendem a neutralidade. Se prevalecer a decisão, teremos só advogados, cuja formação profissional, voluntariamente ou não, pode remeter a interpretação da lei que não seja necessariamente o seu espírito.