Duas faces

No Morumbi, Atlético 2×1 São Paulo.

Descarte o primeiro tempo: o Furacão não jogou. Com Ewandro, Pablo, Marcos Guilherme e André Lima perdidos, desorientados, nenhum time é capaz de jogar. Confuso, sem propósito e esquelético, quase foi ao flagelo com quatro bolas na trave da meta de Weverton.

Mas o treinador Paulo Autori é daqueles que dá as duas faces para bater: em autocrítica, ganhando consciência dos seus erros, e sabendo que o futebol não é uma ciência oculta, fez o Furacão sair da simples condição de resistente, e voltar à normalidade com Nikão e Walter. E em situação normal, com Otávio, Nikão e Walter juntos, o Atlético é no mínimo igual a esse time do São Paulo. Bem ordenado, torna-se superior.

Foi o que aconteceu. O jogo do Morumbi parece ter parado no intervalo para o São Paulo. O Atlético avançou Otávio, que juntou-se a Nikão e a Walter, que passaram a jogar pelos lados com Léo e Sidcley. Tornou-se um Furacão autêntico, vigoroso e cheio de alma.

Então, o que se viu e o que se teve foi um outro jogo. Em jogada de Walter e Léo, Otávio empatou; depois, em escanteio batido por Nikão, Hernani, parecendo que sabe jogar, fez dois a um.

E depois de 33 anos, o Furacão voltou a vencer o São Paulo, no Morumbi. Num sábado de 1983, nem precisou sofrer tanto: um gol de Assis e quatro milagres de Roberto Costa bastaram.

Walter mudou o Atlético, bagunçou Maicon e Lugano, e mudou o jogo. Foi o melhor em campo.

Vitória

No Couto Pereira, Coritiba 3×2 Sport.

Não pergunte se os coxas jogaram bem. Não era jogo para se exigir, mas para marcar, correr e ir ao extremo para ganhar. E isso tiveram na dose exata, daí a vitória justa. E não foi fácil, pois limitado, o time de Pachequinho deixou Diego Souza jogar, permitindo que o Sport fosse igual. Mas o gol salvador de Luccas Claro tornou o resultado justo. Mas a partir de agora, o Coritiba terá que ir além de marcar e correr. Terá que jogar.

Deixou a dúvida se esse time tem condições.

Solução

O Paraná tem dois caminhos e precisa adotar um: ou o time é fraco, ou o treinador Claudinei Oliveira torna-o fraco. Ser goleado de 5×1 (pelo Nautico), em uma segunda divisão é sinal de que as coisas estão mal.

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