Atlético 0 x 1 Internacional, em Porto Alegre. Poucos atleticanos vivem o drama que eu vivo. Sofro pela derrota, e ainda tenho que ser imparcial. Um peso que arrebenta com todo o apaixonado.
Dizer que o Atlético jogou mal, não é justo. De quem pouco se esperava, até surpreendeu. Daí o empate sem gols e sem traumas no primeiro tempo.
Mas acontece que um time sem preparo, inclusive físico, não aguenta um jogo inteiro. Kleberson, que dava equilíbrio tático, presumo, cansou. Paulo Baier, que sempre entra cansado, jogava na moral. E aí, um time que é consciente do seu limite e, por isso, naturalmente joga para não perder, inevitavelmente acaba perdendo.
Se é preciso encontrar o mínimo consolo, encontro dois: Renan Rocha, o goleiro que Adilson Batista não confiava, evitou uma goleada. E o menino Deivid, que Geninho o abandonou num canto do CT do Caju.
Buscar consolos para derrotas é missão ingrata para quem escreve bombardeado na guerra entre a paixão e a razão.
Perigo
Todos nós temos vaidade. Mas há quem faça da vaidade um perigo. O Atlético, entre outros dramas, vive a vaidade de Gláucio Geara, presidente do conselho deliberativo. Criou uma comissão para tratar da Arena da Baixada, que ao invés de dar solução só questiona.
Gláucio no fundo se acha o máximo, quando não tem cacife para ser o mínimo. Nunca teve que correr atrás da máquina, pois sabia que outros empurravam a máquina por ele. Vaidoso só da entrevistas, faz reuniões sem objetivos e cria arestas que atrapalham o Atlético.
Talvez, seja ele a “herança maldita” deixada por Petráglia.