Era presidente do Atlético e, contrariado com as traquinagens de um repórter iniciante, sorria exclamando: “Seo danado!” E acalmava os sentimentos do repórter: “Vamos formar um grande time”. Então, com Atílio Comodo e Otávio da Silveira, em 1972, formou um dos maiores times da história do Furacão. E, o repórter, então, todo orgulhoso anunciava pelo rádio: “Vá tomando nota: o Atlético enfrenta os Coxas com Picasso, Cláudio Deodato, Di, Alfredo Gottardi e Júlio, Sérgio Lopes, Valtinho e Sicupira, Buião, Ademir Rodrigues (Tião Kelé) e Nilson Borges”.

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E, depois do titulo levado pelo gol de Krüger, o repórter só parou de chorar com o afago do presidente atleticano: “Não chore pela injustiça, meu caro. Ela não merece”, disse. Lauro Rego Barros, o doutor Lauro era assim: grande por inteiro, tornava-se imenso ao imprimir um conceito especial de dignidade humana nas relações pessoais.

Humilde, seu mundo era simples e, tão natura, que parecia ter escrito o poema de Fernando Pessoa: “Se soubesse que amanhã morria. E a primavera era depois de amanhã. Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?” Doutor Lauro foi embora. Sem ele, aquele repórter danado, talvez, tenha evitado chorar, porque a vida lhe ensinou, que nem todas as mãos afagam e consolam.

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No próximo 12 de outubro, aniversário do Coritiba, o presidente Vilson Ribeiro de Andrade vai anunciar um projeto a ser executado imediatamente e de caráter patrimonial. Se não for um novo estádio em um novo lugar, será a modernização do Couto Pereira. Nessa hipótese, seria construído o segundo anel coberto da Rua Mauá e, depois de pronto, seria construída uma nova cobertura da social.

Seja qual o projeto adotar, o Coritiba já tem acertado a fonte do dinheiro. Uma delas vem do município de Curitiba, em potencial construtivo no mesmo modelo do Atlético. Como diria o querido Boluca: quem viver, verá!

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