Em 2001, em uma reunião no Hotel Rayon, a psicóloga Suzy Fleury perguntou aos dirigentes do Atlético. “Acreditam na conquista do título brasileiro?”. Mário Celso Petraglia levantou e disse. “Eu não acredito”. O Furacão foi campeão do Brasil.

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Sempre que o Rubro-Negro volta a ter vitórias intensas, que o aproximam de conquistas, Mário Celso Petraglia trata de diminui-lo. Não há outra explicação para essa sua conduta: às vésperas de jogar a semifinal da Sul-Americana, contra o Fluminense, nega à torcida o direito de fazer festa, anuncia que dará fim a tradição quase centenária do vermelho e preto, e reduz a importância do treinador Tiago Nunes no processo de salvação do Furacão em 2018.

Quando um cartola, que tem o poder arbitrário, toma um caminho de reduzir o que ele próprio ajudou a construir, das duas uma: ou perdeu a noção das coisas, ou sente-se maior do que a obra.

De uma coisa eu tenho certeza: Petraglia pensa que é maior do que o Atlético. As vitórias intensas e históricas, que aproximam o Furacão de uma conquista, parecem que o incomodam, enchendo-o de ódio.

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Sei que contos de máfia não são referências para tratar de sentimentos estrangulados. Mas Petraglia deveria rever o filme “O Poderoso Chefão”. Lá pela metade, quando sente que está morrendo, Don Corleone (Marlon Brando), depois de escolher o seu filho Michael (Al Pacino) como sucessor, ensina-lhe.“O ódio atrapalha o raciocínio. Perde-se a noção das coisas.”

O Atlético só irá perder a Sul-Americana se Petraglia mantiver essa conduta.

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Em 2001, ele foi neutralizado pelo poder de intervenção dos outros atleticanos que, também, participavam do comando.

Agora não tem ninguém.

Carta

O ex-presidente do Coritiba, João Jacob Mehl, escreveu e publicou uma carta que, em resumo, sugere que Samir Namur renuncie e vá para casa. Antes da conclusão, fez crítica aos ex-presidentes Jair Cirino, Giovani Gionédis e Bacelar por terem rebaixado o Coritiba para a segunda divisão.

A carta de Jacob dá a exata dimensão da situação do Coritiba. Faz críticas a Giovani, que podendo ir embora depois da queda, ficou para sanear e organizar o clube e pagar dívidas, inclusive, contraídas por Jacob.

Jacob sugere que Samir renuncie e vá para casa.

Seria a metade do problema. A outra, e que é mais importante, é saber quem assumiria. Jacob? Pobre Coritiba.