Em Ponta Grossa, jogo de ida da final: Operário 2×0 Coritiba.

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Reclamo a ajuda dos coxas para enfrentar as causas da derrota no Germano Kruger: as falhas sempre previsíveis do goleiro Vaná nos dois gols do Fantasma foram mais importantes que os erros do treinador Marquinhos?

Aceito o argumento: são causas distintas. O erro de comando técnico não pode necessariamente ser associado ao erro de um jogador, em especial do goleiro. Mas os coxas devem concordar: as mudanças de Marquinhos Santos, principalmente no esquema tático com a entrada do fracote Carceres, quebrou toda a estrutura do time que goleou o Londrina.

O desequilíbrio repercutiu no isolando Welligton Paulista no ataque, pois com Keirrison não dá mais para contar, e atraiu o poderoso contra ataque do Operário. Os erros técnicos puxaram o Operário para o campo coxa, aproximando-o do goleiro Vaná. É possível afirmar que o Fantasma montou a armadilha e o Coritiba caiu com a mais pura ingenuidade.

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Mas a causa principal do resultado em Ponta Grossa foi a excelência do jogo do Operário. Com disciplina tática, aceitando como natural a pressão inicial dos coxas, o Fantasma jogou pelos lados. Pelo lado de Baia, fez festa. As duas bolas paradas que originaram os gols foram o corolário do melhor em campo. E, que merecia o terceiro que foi anulado por um impedimento inexistente. Aliás, a gravidade do erro da arbitragem em anular o terceiro gol do Operário será medida no jogo da volta.

Agora vem uma última questão, que nasceu imediatamente após o jogo de Ponta Grossa: a reversão do resultado poderá ocorrer naturalmente no jogo do Couto como ocorreu contra o Londrina? As coisas no futebol atual já não são mais tão naturais como eram antigamente. Ganhar com diferença de dois gols é uma coisa. Mas ganhar por dois gols precisando da diferença é outra, bem mais complexa.

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Naquela existe apenas o compromisso com a vitória; e nessa existe a obrigação de se vencer com a diferença de regulamento. E essa obrigação exige um time quase perfeito, o que no futebol de hoje é quase impossível. E tudo isso cria a intransigência da arquibancada, gerando um ambiente tenso. E enfrentando um time de cobras criadas como o do Operário, que não se impressiona com a torcida contrária, as coisas tendem a ficar difíceis.

Dito em resumo: os coxas pelos erros do técnico e do goleiro, criaram literalmente um fantasma com que terão que dormir até domingo.