A oportunidade, às vezes, torna-se uma conveniência perigosa. Durante dez anos, o Atlético jogou no Pinheirão como se dono dele fosse. E teria que ficar mais 40 anos se em 1991, o, então, presidente José Carlos Farinhaque, por via judicial, não o tirasse de lá para retornar à Baixada.

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Depois que o Atlético foi embora, o Paraná abandonou a Vila Capanema e o, então, magnífico Estádio Érton de Queiroz para fazer parceria com Moura.

Ontem, o Pinheirão foi lacrado por ordem judicial. Motivo: nunca teve autorização do Corpo de Bombeiros, nunca teve alvará e projeto aprovado de construção, inclusive da cobertura. Por isso, a Justiça mandou lacrar o Pinheirão, ?pelo interesse maior, que é a vida.?

Será que em algum momento da parceria com a FPF, o Atlético e o Paraná não tiveram a preocupação de saber que o campo era minado? Se tiveram, se omitiram; se não tiveram, se omitiram ainda mais.

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Mas na relação entre Atlético e Paraná com Moura, não existe nenhum hiato. Estava a imprensa, que em todos os momentos silenciou, todos, por algum tipo de conveniência. Confesso que em um dado momento, tive a minha, próprio de quem se ilude imaginando que tudo é possível. Mas na conveniência geral, não existiu a ingenuidade da paixão, mas a satisfação do interesse próprio. Viajar por conta de Moura para Itália, na Copa do Mundo de 1990, por exemplo.

Moura não criou esse estado do futebol paranaense só em razão do seu poder de persuadir as pessoas, e transformar a mentira em verdade de um segundo.

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Todos nós, diretamente ou indiretamente, com consciência ou não, concorremos para que esse estado permanecesse por tanto tempo. Ninguém ao estilo de Moura, sozinho, é capaz de ficar tantos anos como ele ficou.

Não basta ter apenas a consciência de um erro. É preciso usá-lo como lição para que não se cometa um outro.

De primeira: Estranho o caso de Josiel, do Paraná. Será que o bandido não está entrincheirado na própria Vila Capanema?