O Atlético não precisou de lembranças e nem de coincidências. Não foi preciso invocar pelos fantasmas de Nem, Adriano, Alex Mineiro e Geninho. O Atlético precisou apenas de Manoel, Elias, Deivid, Baier, Marcelo e Drubscky, de corpo e alma presentes. Atlético 3 x 1 São Caetano.

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O Furacão jogou tão à vontade em São Caetano do Sul que parecia ter levado pra lá o Janguitão com torcida e tudo. Então, como dono da casa, não se reprimiu, impôs-se. Como dono da casa, fez o que se dizia antigamente para figurar a superioridade: foi direto na goela do Azulão, esganando-o, deixando-o imobilizado. A representação viva deste fato foi o movimento em bloco do time à procura do gol. No primeiro gol, aos seis minutos Elias, Marcelo e Marcão esperavam na área pela bola de Maranhão. Marcão marcou.

Como se fosse um time sem limites, o Furacão era irrepreensível. Tão equilibrado nas funções, tinha momentos que desafiava a exigência do ser imperfeito, pois chegava a perfeição. E, assim, fez o segundo com Marcelo.

No segundo tempo, pelo desespero do São Caetano, teve que dispensar o brilhantismo técnico, ir para a luta. A pressão do gol paulista, causada pela nova falha de Weverton, coincidiu com a entrada do senhor Paulo Baier. Mas não foi coincidência, por ser de rotina, que no minuto seguinte, Baier lançou Marcelo, que fez o terceiro. A maior torcida do Paraná voltou a ser feliz. O Atlético terminou o jogo como que querendo antecipar o futuro, que já mandou avisar, que chegará nos próximos dias. Sexta feira, talvez: jogando como time de Primeira Divisão.

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Marcelo foi herói. Deivid foi o melhor.

Estrela

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Após a vitória, o presidente Mário Celso Petraglia se apresentou à torcida para ter o nome gritado. Era o mesmo Petraglia que na época de derrotas sumiu e chegou até a afirmar o descrédito da volta na famosa entrevista em Guaratinguetá. E o Furacão está de volta à Primeira Divisão. Em 2001, Petraglia pouco aparecia e pouco acreditava no título brasileiro. E o Atlético foi campeão. Petraglia é tão diferente que até o seu pessimismo transforma-se em alavanca para conquistas no campo. Não tem nada igual.