Sem o Atlético para ver nas tardes de domingo, estou perdendo um jogo em casa: Gabriela e Julia, minhas netas, tomaram o meu canto. E lá, agora, ao invés das verdades duvidosas do futebol, há um mundo só de verdades inteiras, como é o da fantasia e da inocência.
E, por algum tempo entro neste mundo em que Mickey, Donald e Pluto se revezam em lances espetaculares, que provocam alegrias e emoções. Confesso: gosto de Donald. Mickey, às vezes, faz maldades, e Pluto, cheio de uma ingenuidade malandra, parecer ser o Ronaldinho Gaúcho da Disney.
Às vezes até esqueço-me do Atlético, como se as restrições que impõe também, prendesse os sentimentos dos seus torcedores. E, no entanto, o Furacão, no sábado deu motivos para lembrá-lo. Ganhou do Jotinha (3 x 1) com um futebol brilhante. Mas a sua torcida finalmente viu que vitórias eventuais valem absolutamente nada.
Mas meu domingo não foi só de fantasia. Não sei se por obrigação ou pela esperança de ver uma surpresa em Paranaguá, em outro canto, fui ver Coritiba e Rio Branco. No fundo, queria ver uma grande jornada de Alex. Mas só vi os Coxas, que jogando bem e com vontade aumentaram a fragilidade do Rio Branco. Então, 7 x 0. Perguntei-me: os Coxas ensaiaram um rock para fazer do Atletiba uma matinê?