O Atlético viveu uma semana de vitórias políticas: a Arena da Baixada foi escolhida para a Copa do Mundo, Onaireves Moura, o grande inimigo, foi afastado do futebol, e o Pinheirão foi lacrado pela Justiça.
É vitória do poder, manifestação de grandeza, repercussão do crescimento. Mas qual é a verdadeira intenção de Mário Celso Petraglia: exercitar o poder individual ou mostrar que o poder individual baseado na grandeza do Atlético é insuperável?
Fazer da Arena um estádio de Copa do Mundo, mandar Moura para casa e fechar o Pinheirão foi uma vitória política, não há dúvida. Mas não foi maior daquela conquistada pela torcida, que fez um arrastão de ideal e amor pelo clube em todo o território brasileiro, que a CBF não resistiu e devolveu os direitos que havia subtraído do Atlético no caso da arbitragem.
Então, Petraglia, que não se engane: não existe governante que tenha vitórias políticas e de exercício do poder, sem a solidariedade popular. No futebol não há vitória de bastidor, que sobreponha a vitória no campo.
Agora que não há mais risco para a indicação da Arena para a Copa, Petraglia tem é que dar um tratamento mais sério ao futebol. É tudo muito bonito: a Arena, o CT do Caju, os inimigos liquidados, o Atlético como referência nacional. Mas é muito feio, por ser contraditório, a falta de grandes jogadores, de revelações para repor os envelhecidos meninos como Jancarlos, Danilo e Alan Bahia. Mais grave ainda, a absoluta falta de orientação e comando no futebol.
A contratação de Oscar Yamato para gerente é retrocesso profissional, preguiça para avançar, deslealdade com as próprias idéias futuristas pregadas.
Diz aí, Petraglia, se existe uma única jogada preparada pelo seu eterno Vadão? Depois de um ano, qual é o esquema de jogo? Existe padrão de jogo?
Diz aí, Petraglia!
As vitórias políticas não entram para a história.