Não há um ponto de referência na campanha de um time, quando os antecedentes são péssimos. Trato disso porque há quem use o convencional “divisor de águas” para o Atlético no jogo com o Barueri, amanhã, na Arena.

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Com Geninho primeiro, e Waldemar Lemos depois, o Atlético jogou fora pontos que hoje devem ser tratados como irrecuperáveis. Assim e por isso, o jogo contra o Barueri passará a ser um jogo absolutamente normal, desde que seja terminado com vitória.

Por essa intransigência dos números, torna-se atrativo o jogo do Furacão. Como ele irá se comportar: vai renunciar o orgulho de time da casa para manter a consciência de que se trata de um time com limitações individuais, ou vai usar a convenção de atacar por ser o jogo na Baixada?

É aí que deve trabalhar a experiência do treinador Antônio Lopes. O fato de ser o jogo na Arena da Baixada não deve impor, necessariamente, a obrigação de sufocar o adversário, tratando-o com submissão. A virtude principal do Furacão nas vitórias sobre o Fluminense, Cruzeiro e Botafogo, foi a de ter consciência de seus limites. E todos que se comportam assim, passam os limites, fazendo explodir virtudes desconhecidas.

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Estreia

O Coritiba contra o Fluminense, no Maracanã, não deve ser muito diferente daquele que fez da derrota uma regra perigosa. Ney Franco não é técnico que muda pelo discurso, mas pelo trabalho diário. E a necessidade de vitória é tão grande, que subtrai o aspecto positivo que é provocado pela figura do novo treinador.

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Para o Coritiba sim, o jogo de amanhã é um divisor de águas. Se a vitória ainda não vai afastá-lo desta situação temerária, a derrota vai ter desdobramento. A própria presença de Ney Franco já não bastará para resolver, de imediato, o futuro do time no campeonato.