O domingo do curitibano está dividido nas mesmas proporções e pelas mesmas circunstâncias: Atlético e Coritiba jogando contra os seus fantasmas no Brasileiro. Mas não é o Flamengo o do Furacão, nem o Goiás é o dos coxas. O fantasma é outro, a zona de rebaixamento.

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O fato de estar fora dela no momento, não pode ganhar um significado muito além do que a realidade apresenta. Estar próximo dela a essa altura, é quase igual.

O Atlético joga na Arena contra o Flamengo.

Seria favorito pela influência da torcida no local, se as últimas imagens fossem mais claras. Mas na derrota para o Náutico (3×0) e no empate com o time reserva do Botafogo (0x0), o time retraiu, contrariando a idéia de que havia definitivamente evoluído.

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Não é pela questão tática, ao contrário, Antonio Lopes em pouco tempo deu um padrão de jogo que era improvável. Talvez ele próprio concorra ao desperdiçar Wesley na ala e Raul no banco. Seria razoável se um dos jogadores de contenção Chico ou Valencia, tivesse o mínimo de qualidade técnica para sair da função convencional. É aí que deve entrar a experiência de Lopes, que apressa concluir que é preciso arrumar alternativas, para que a carga do meio não fique tanto em Paulo Baier, que já está acusando fisicamente esse peso.

Em Goiânia, o Coritiba joga sem Marcelinho Paraíba, o núcleo do seu time. Seria um problema isolado, e que eventualmente pelas circunstâncias do jogo poderia ser superado, se não fosse o aspecto emocional: Marcelinho não joga amanhã, e pode não jogar mais no Coritiba. A ideia que se estimula entre os próprios coxas, é que se com ele está difícil, ficar sem ele será fatal.

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Talvez, Ney já soubesse dessa hipótese quando chegou.

É ele que tem que dar a solução e nada mais adequado do que pelo menos sinalizar em Goiânia, contra o poderoso Goiás.