O Paraná é mesmo um estado de alma desintegrada. Não se trata das distâncias físicas, mas da distância de cultura,  que forçou uma colonização heterógena. O futebol é a representação viva dessa desintegração: Atlético e Coritiba, nossos clubes nacionais, são usados como fichas pequenas no interior paranaense. Não há marketing capaz de influenciar nesse ânimo.   

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Vejam como são as coisas quando parecem estar em um ponto remoto. Ontem, bem que eu tive interesse de ver Londrina e Maringá, como resultado do justo, começando a decidir o Estadual.

Mal o jogo começou,  encontrei-me desassistido da razão de ver o jogo por inteiro. Perguntei-me: qual dos meus poucos leitores estaria interessado em minha opinião sobre essa final? Respondi: nenhum. E divaguei com o impossível: já que o Atlético foi descartado, bem que o Coritiba poderia estar na final. Pelo menos teria contra quem torcer. Mas os coxas já tinham ido embora bem antes. Não sou falso e por isso lhes digo: por viver encharcado de Atlético e Coritiba, tudo nessa final paranaense me parece distante e estranho.

Minhas reservas estão concentradas para o jogo de La Paz, lá aonde o Furacão ter que ter bola e pulmão contra o Strongest pela Libertadores.

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Para torcer, às vezes, não basta ter só coração.

É preciso, também, ter fôlego.

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