Os atleticanos provocam-me para a seguinte questão: o fato de ser crítico de Mário Celso Petraglia tem correspondência direta a um apoio à oposição nas eleições para presidente do Atlético? Nunca recorri a eufemismos, a disfarces e nunca sufoquei o leitor com metáforas para exercer o jornalismo ou para enfrentar qualquer questão de vida. Bem por isso escrevo: não existe nenhuma correspondência. Minhas criticas são baseadas em fatos, não surgem do abstrato e nem de questões casuais, que para mim são irrelevantes.

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Confesso que gostaria de ver o Atlético sob um novo comando. Não necessariamente para excluir Petraglia. E não seria hipócrita de ter essa motivação, tendo a consciência de que a sua influência na vida do Furacão direta ou indiretamente será, ainda, sentida, por muito tempo. Gostaria dessa alternativa não porque encontre na oposição alguma certeza – ao contrário, com tantas dúvidas, lhe oferto mais respeito do que confiança.

enso na necessidade de mudança, porque os atleticanos se acomodaram, aceitando a dependência absoluta à Petraglia, que já ganha características de submissão. E a vida ensina que a dependência cria comodismo, que origina vícios, que retardam acontecimentos históricos. A mudança, às vezes, é necessária, nem que seja para provar que a escolha não foi a melhor opção. Provocam-me para outra questão: é possível confiar na oposição?

Amanhã eu respondo.

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Personalidade

E surgiu: Pachequinho. Foi o responsável direto pelo Coritiba ter ficado na primeira divisão. Em quatro jogos, projetou todas as virtudes que se exigia de um técnico para evitar o rebaixamento: capacidade para correr o risco de mudanças imediatas, em que erros são inevitáveis, personalidade para impor as suas idéias em um time estragado, visão de erros e virtudes durante o jogo e humildade. Nos quatro jogos comandados por Pachequinho, o Coritiba em nenhum deles foi inferior taticamente. Até na derrota para o Corinthians, teve momentos de superioridade.

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