A certa altura da vida, não importa a consciência tranqüila. Todos nós temos um dilema pessoal. E cabe a nós enfrentá-lo, embora não se tenha a obrigação de vencê-lo, porque um dilema não vem só de um momento errante ou da prática de um pecado.
Tenho tantos, que ainda não sei qual enfrentar.
Neste aspecto Mário Celso Petraglia, o grande senhor do Atlético, é feliz. Já concluiu qual é o seu, e publicamente prometeu enfrentá-lo.
Em entrevista na Banda B, para Valmir Gomes e Marcelo Ortiz, Mário Celso surpreendeu ao afirmar que o Atlético, se ajustando socialmente de acordo com a natureza do futebol, dará acesso aos torcedores de renda menor. Não os identificou como pobres, mas foi possível entender assim.
Fato notável, porque parte de quem sempre pregou a elitização do futebol, proposta resumida várias vezes na declaração de que ?futebol não é para pobre?. Causou ressentimento, fez o Atlético romper com a sua própria origem. E bem por isso, mais do que notável, o fato é extraordinariamente comovente. E surpreendente, pois a ideologia pregada sempre foi mais forte do que os ideais.
Nem um passo para trás. Nem para tomar impulso, diriam os espanhóis da Galícia.
De primeira:
O técnico Guilherme Macuglia, do Coritiba, não é o técnico dos sonhos de Vialle.*** Uma das cláusulas do pré-contrato de Dagoberto com o São Paulo não o torna obrigado se não forem removidos os impedimentos judiciais com o Atlético.
O depósito do valor que Dagoberto acha que será devido em março não será suficiente para liberá-lo.